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Em "Buceta", nada é o que parece ou deveria ser. Em alguns casos as bucetas que aparecem não são de verdade e em outros elas são o canal de transformação e controle.
Neste livro, pessoas interessantes se envolvem em casos escabrosos de romances, assassinatos e maquiagem muito pesada.
Veja o que o pessoal anda falando de Buceta:
A história? Bem, é tanta coisa acontecendo ao mesmo tempo, mas o pano
de fundo é uma série de mortes numa cidade do interior de São Paulo.
Uma cidade que poderia ser a sua, a minha, a de qualquer pessoa. E no
meio dos crimes, uma jovem jornalista que não sabe se quer ser
jornalista e um jovem escrivão que não sabe se quer ser escrivão se
encontram e ensaiam um improvável romance. Entre os temas tratados,
temos mudança de sexo, travestis, traição, sexo, drogas e corrupção. De
tudo um pouco nesse samba do crioulo doido orquestrado por Biajoni.
Não é possível olhar para “Buceta” sem imaginar que é a continuação de
“Sexo Anal”. Pelo título, pelos personagens, pelo ritmo que é uma das
marcas registradas do Bia. O Bia tem estilo próprio, três livros depois
já dá para perceber sem chance de engano. “Sexo Anal” era um livro
leve, engraçado, bem humorado. “Buceta” tem tudo isso — mais é mais bem
construído, mais bem estruturado, acima de tudo um avanço no estilo do
Bia. Mesmo que ele aponte as diferenças, vai ser mais fácil enxergar as
semelhanças entre os dois livros — e é aí que essa evolução estilística
entra. “Buceta” é um livro melhor do que foi “Sexo Anal”. E SA já era
bom.
Como todo bom livro, Buceta já de agarra pelo começo. Em um mundo de
surpresas batidas e clichês narrativos, o começo de Buceta é impactante
mesmo. Confesso que não esperava aquilo. Não tão cedo. E já estava dado
o tom do livro.
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